9 de novembro de 2012

O começo do fim, ou o fim do começo?

O começo do fim, ou o fim do começo?: Obama continuará sendo o presidente americano por mais quatro anos. Isto não é nada, eu já esperava. Pior é ver o júblio no rosto dos americanos. Ouvi uma garota dizendo hoje, ao saber da vitória: "é a prova de que existe bem no mundo."

Nenhum presidente dos EUA foi mais anti-americano do que Obama. Nenhum presidente foi mais socialista. Nenhum presidente foi mais anti-branco. Nenhum presidente foi tão mentiroso. Nenhum presidente ocultou tanto sobre sua vida pregressa. Nenhum presidente foi tão descarado. Nenhum presidente foi tão contrário às tradições anteriores americanas de liberdade individual contra o estatismo. E, no entanto, foi reeleito.

É verdade, com pouco mais de 50% dos votos, mas com a grande maioria dos jovens e da "nova população" americana. Talvez tenha sido a última chance para um presidente Republicano. Assim como o PT hoje domina no Brasil, os Democratas podem vir a dominar a Nova América.

Bem, pode ser que um presidente Romney não faria as coisas muito diferente -- no que se refere à politica externa, ao estatismo e ao controle da imigração, as diferenças não são assim tão grandes -- mas ao menos sua vitória seria simbólica de uma vontade de mudança. A vitória de Obama significa, basicamente, que o progressismo venceu, e não tem volta.

Seria fácil a partir daí, criar perspectivas escalofriantes sobre o futuro da América e do mundo. Eu mesmo às vezes penso em dizer aos branquelos sorridentes que me circundam: se é isso mesmo que vocês querem, então merecem mesmo tomar no rabo. Mas não acho que seja esse o caminho. Eu sei que este blog foi muitas vezes demasiado pessimista. No fundo, eu sou um pouco como a Lucy no quadrinho abaixo, sempre prefiro reclamar do que fazer algo a respeito:


Porém, há motivos para seguir em frente. Sim, a esquerda tem a seu lado a maioria da população, a opinião pública, a mídia, o dinheiro, o poder, as mentes dos jovens e também de muitos velhos. Mas nós temos uma pequena coisa que eles não têm: a verdade.

Não é muito, admito. Mas é algo. E a verdade tem um caráter perene, que nenhuma ilusão pode substituir.

Obama pode governar mais quatro anos e prometer mundos e fundos. Pode endividar a América até os ossos pagando o lanche e o hospital para imigrantes ilegais e tirando dos "ricos" para dar aos pobres seus amigos milionários (como os da Solyndra).

Por aqui, Lula pode voltar ao poder em 2016. Cristina Kirchner pode virar a primeira presidente zumbi. Chavez pode coroar-se, se quiser, imperador da Venezuela.

As pessoas podem continuar acreditando em bizarras idéias utópicas, igualitárias e socialistas por décadas. A radical substituição demográfica dos europeus por muçulmanos e dos americanos por mexicanos prevista pelos globalistas pode acontecer. Raios, pode até vir um tirânico Governo Global de proporções leviatânicas! A verdade continuará sempre ali, quietinha em seu canto.

Até que, um dia, o dinheiro ou a paciência acabarão. Um dia, ninguém mais acreditará em promessas vazias e sorrisos falsos. Um dia, a conta da reengenharia social chegará. Um dia, um menino apontará para o monarca e gritará que o Rei está nu. Um dia, a jovem que acredita que o mundo mudou descobrirá que tem uma dívida de milhares de dólares pela sua educação em Estudos Feministas e nenhuma perspectiva de trabalho. Um dia, os deuses do bom-senso retornarão. 

Neste dia, estaremos por aqui ainda, e nem sorriremos superiormente, e nem mesmo diremos, "eu não disse?"




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