O que se sabe é que o jovem negro, Trayvon Martin, estava andando pelo condomínio fechado para ficar na casa de seu pai que morava por ali, pois havia sido suspenso da escola por dez dias. Ao ver um jovem negro desconhecido, o autodeclarado vigia comunitário, George Zimmerman, filho de uma peruana e um americano de sobrenome alemão, seguiu-o e ligou para a polícia. O que aconteceu depois não se sabe ao certo. Talvez Zimmerman tenha perguntado a Martin o que ele fazia ali, e Martin tenha reagido violentamente. Talvez Martin tenha se assustado com o homem desconhecido seguindo-o (ele não tinha como saber que era um vigia comunitário, já que não usava unifome) e corrido, sendo perseguido. O fato é que os dois entraram em luta corporal, e minutos depois, Zimmerman atirou em Martin, matando-o.
Trayvon Martin estava desarmado e tinha um bom motivo para estar ali. Zimmerman cometeu uma imprudência e, talvez, um crime. Por outro lado, a figura que emerge de Trayvon Martin não é a de um santinho estudante-modelo, como a princípio fora divulgado, mas a de um jovem problemático, expulso da escola por dez dias, talvez por drogas, talvez por ter agredido o motorista do ônibus escolar. Tinha várias tatuagens pelo corpo, tinha amigos membros de gangues e há até suspeitas que usasse e vendesse maconha para os colegas.
Nada disso é necessariamente relevante para o caso. Mesmo que Martin fosse um criminoso ou um membro de gangues, no momento não estava cometendo nenhum crime. É possível, no entanto, que tenha sido ele quem tenha partido para a agressão física, caso em que a legítima defesa de Zimmerman estaria justificada. O júri é que deve decidir. Mas a verdadeira tragédia é que Martin fosse mais um numa longa lista de negros americanos que idolizam rapeiros e gangbangers, que usam e vendem drogas, que falam em ebonics, que têm nomes ridículos, que são suspensos da escola por atos de violência, que tem problemas com as autoridades e tem uma atitude de confrontação que só termina sendo prejudicial aos próprios.
Será que foi "racista" por parte de Zimmerman suspeitar de um jovem negro? Um experimento midiático certa vez mostrou dois adolescentes, um branco e um negro, tentando arrombar o cadeado de uma bicicleta. Ao branco perguntavam se ele tinha por acaso perdido a chave. Ao negro já iam direto achando que estava querendo roubar (o curioso é que até os passantes negros achavam estranho ver um branco roubando bicicletas). Tudo bem, mas porque as diferentes expectativas de conduta? Por que tais estereótipos existem?
A verdadeira tragédia da minoria negra americana não é, como querem alguns, que seja oprimida pelos brancos malvados, mas que o progressismo, com sua falsa liberdade, os tenha transformado em um grupo que idoliza a thug life, a vadiagem, o roubo, a ignorância, o ódio aos brancos. Como bem observa o jornalista Bernie Goldberg, no mesmo fim de semana em que Trayvon morreu, dezenas de jovens negros incluindo um bebê de nove meses morreram em tiroteios de gangues dentro da comunidade negra. A mídia não ligou a mínima, afinal, "dog bites man" não é notícia. A comunidade afro-americana tampouco ergueu-se em peso para reclamar justiça para as vítimas, afinal quem gosta de criticar a si mesmo.
É pouco provável, por n motivos que não daria para explicar aqui, que a maioria dos negros americanos possam chegar ao mesmo nível e modo de vida dos brancos americanos, ou dos asiáticos, ou mesmo dos latinos, com os quais aliás existe grande rivalidade. Mas houve um tempo em que os negros cantavam música religiosa gospel, e não rap estimulando a violência. Até os anos 60, jazz e soul eram ritmos musicais bem menos agressivos, e grupos alegres como as ótimas Marvelettes eram sucesso e modelo (influenciaram até os Beatles). Eles vestiam-se de forma a imitar os brancos (hoje são os brancos os que imitam a moda negra das calças caídas) e tinham nomes comuns como Peter ou Paul, não Trayvon ou Laquisha. Havia intelectuais negros importantes como W. E. B. Du Bois, e na escola e nas universidades estudava-se a obra de clássicos da literatura (dead white men), em vez do paternalismo de se dar aos negros apenas literatura racista negra.
Porém, o estado assistencialista criou gerações de jovens que cresceram sem pais e sem necessidade de trabalhar, e a cultura liberada da América progressista liberou apenas seus piores instintos. Theodore Dalrymple certa vez observou que o progressismo é mais prejudicial para as classes baixas, que não têm a hipocrisia das classes mais altas, as quais pregam uma coisa mas fazem outra bem diferente.
Talvez não haja solução para os problemas dos negros do gueto americano, fora uma rejeição total ao progressismo e um retorno às normas de comportamento tradicional. Na verdade, provavelmente nem isso seja suficiente, mas ao menos poderia diminuir o desnecessário clima de ódio existente. Pois o fato é de que há sim ódio racial nos EUA, mas, em sua grande maioria, é ódio dos negros contra os brancos. E esse ódio é ensinado. Não o presenciei em outras comunidades negras de outros países (mas é verdade que jamais estive na África do Sul, onde dizem que é ainda pior, mas os imigrantes africanos que conheci nos EUA eram gente boa). Se bem que parece que na Inglaterra a coisa está desandando também. Talvez a violência inerente de jovens negros do sexo masculino(*) seja mesmo impossível de erradicar, mas ao menos pode ser contida.
Há uma minoria de negros bem-sucedidos que não precisam de ajuda, conheci alguns deles. (Disclaimer: há pessoas que odeiam os negros simplesmente por serem negros, mas eu devo dizer que jamais pude me queixar de ninguém que encontrei. É verdade que não fui passear no gueto porque não sou louco, mas no ambiente acadêmico ou arredores só há gente ok.) Mas os negros do gueto estão na pior. Um terço dos jovens negros americanos do sexo masculino estão ou já estiveram na cadeia. Culpa da pobreza, do maior nível de testosterona, ou de diferenças inomináveis? Não há evidência unânime. Mas cometem bem mais crimes do que qualquer outro grupo racial, isso é certo.(*) Alguns, crimes hediondos, injustificáveis. Seria um bom começo parar de culpar os brancos por tudo o que acontece de ruim com os negros, e identificar os problemas na própria comunidade. O dilema é que isso nunca é permitido. O grande comediante negro Bill Cosby, há alguns anos, fez um bom discurso criticando o comportamento dos negros que sacham que estudar é agir como branco, que falam em ebonics e idolizam rapeiros violentos. Foi duramente criticado e acusado de ser um Uncle Tom. Desde então, nunca mais se falou do assunto. Mais fácil culpar o diabo branco.
Se Zimmerman for considerado inocente e liberado, é muito provável que haja quebra-quebras por todos os EUA, como houve em 1992 em Los Angeles, quando o espancamento de um criminoso negro pela polícia gerou alvoroço e caos. É tudo política, faz-de-conta. Negros matam negros a toda hora, e ninguém, nem mesmo os negros, nem mesmo os mais ardentes progressistas, se importam muito. Mas basta um branco, ou vá lá, um latino tocar em um negro, e os ânimos se incendeiam.
Seja como for, isto não vai acabar bem. Nos próximos cinquenta anos, a continuar o ritmo atual, a população branca mundial será reduzida, enquanto a população africana vai dobrar. Será bom encontrar algum jeito de conviver, ou então aguardar uma guerra racial mundial... Deus nos acuda!
(*) Para ser mais exato, são jovens negros do sexo masculino entre 16-30 anos. Depois disso, sossegam. Mulheres sempre cometem bem menos crimes do que homens, independentemente da raça. Descontados outros fatores sociais, o crime está ligado ao nível de agressividade, o que pode (ou não) estar ligado ao nível de testosterona.
Obs. Por motivos legais, comentários racistas não poderão ser veiculados neste espaço. Sorry muthaf@#*s!

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